Acho uma delícia assistir adaptações de livros para o cinema. É um prazer especial quando minhas partes preferidas são encenadas ao pé da letra e eu sinto que tenho o diálogo na ponta da língua! Tive essa sensação várias vezes ao assistir a versão de 1997 para Anna Karenina, de Leo Tolstoi.
Antes de começar a assistir ao filme, fiz uma lista mental das cenas que o filme TINHA que mostrar:
· Lievin e Kitty esquiando
· O baile em que Vronski conhece Anna
· O encontro de Anna e Vronski na estação
· As corridas de Vronski
· Anna e Vronski na Itália
· O casamento de Kitty
· Anna e Vronski no campo
· E claro, o trágico fim de Anna.
Para a felicidade geral e bem da nação, o filme continha quase todas essas cenas. Lievin e Kitty esquiando foi exatamente como eu imaginei! Gostei bastante da cena do baile, das danças vertiginosas e tudo mais, mas o penteado da Anna…Bem, o encontro de Anna e Vronski na estação foi feita na letra morta.
Quanto às corridas de Vronski ,à viagem à Itália e ao casamento de Kitty, essas foram as cenas que mais quebraram expectativas. Também fiquei triste por não mostrarem a casa de campo de Anna e Vronski! (as descrições eram tão enfáticas!). Achei que não precisava ter posto tanta pimenta na cena do adultério de Anna. Afinal, o autor foi tão discreto que o leitor desatento poderia pensar que nada muito sério havia acontecido entre a Karenina e o conde. Eu teria me contentado apenas com insinuações.
De qualquer maneira,isso tudo são caprichos meus.
Ah,adorei a Betsy. Acho que é porque ela tem o rosto mais ou menos como eu queria.Ou será que é porque as falas dela estão na íntegra?
Mas o que eu mais gostei em todo o filme foi a narração do próprio Lievin,falando de sua vida e vazia e de seu medo de amar e comparando-se à Anna. Deixou bem claro o caráter literário da história.
Falar que o livro é melhor que o filme é injusto. Afinal, estamos tratando de um clássico 749 páginas condensado em um filme de menos de duas horas. Além disso, é uma narrativa intensamente descritiva.Tolstoi não deixou de descrever nenhum pensamento ou emoção, por mais insignificante que seja(Nunca vou esquecer de uma parte em que ele escreve, acreditem, o pensamento da CADELA de Lievin). Por essas e por outras, achei que a adaptação ficou boa, bem enxuta e relativamente fiel à trama (não engoli a franjinha da Anna).
Descobri que existe outra versão mais antiga de Anna Karenina para o cinema, estrelado por Greta Garbo, em preto e branco. Há também uma versão moderna, que está em andamento, que terá Keira Knightley como Anna e Jude Law como seu marido (ele SEMPRE foi o meu Karenin!), sem previsão de lançamento ainda.Aguardarei ansiosa!
Tags: Anna Karenina, fúteis, Tolstoi


tu sabe que esse blog é praticamente feito pra ti,não é? tu é o único que lê mesmo kkk
Poxa, ainda não li Tolstoi. Ainda. Mas sei que vou! Quando leio “Anna Karenina”, primeiro penso em Kundera e só depois em Tolstoi, sendo que aquele homenageou este xD Doidice, né?
Fiz um raspa geral no teu blog, muito lendo e pouco comentando, mas acho que tornarei a vir aqui pra comentar algumas coisas. Estava com saudades de ler teus escritos…
Beijos